quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O Rádio como recurso metodológico

O rádio é o meio de comunicação de massa mais popular, muitas vezes, o único a levar a informação e o entretenimento para populações que não têm acesso a outros meios.

“Uma das principais características do rádio é a sua função social de atuar como agente de informação e formação do coletivo. O rádio tem a “magia de cativar e seduzir os seus ouvintes, conduzindo-os a atitudes e comportamentos [...], um meio que influencia o cotidiano das pessoas, e assim nos possibilita resultados positivos” (BARBOSA FILHO, 2003,p.50).

Nessa perspectiva, o rádio é uma alternativa simples e barata para a introdução de novas tecnologias no espaço escolar. O rádio é um meio de comunicação de massa popular que permite o alcance de qualquer pessoa, por ter custos baixos e ser de fácil compreensão. Por não se tratar de um formato novo e desconhecido da sociedade, pode haver fácil aceitação nas escolas, professores e alunos como recurso metodológico alternativo.
No Módulo I do Curso Educação e Novas Tecnologias, tivemos oportunidade de conhecer o trabalho de três profissionais: o diretor da Rádio Educadora de Salvador, a Coordenadora da ONG Cipó e a coordenadora do Mais Educação (Programa de Atividades em turno oposto) que produz nas escolas públicas estaduais Foi possível perceber que o uso da rádio como recurso pedagógico é viável, prazeroso e criativo.
Fomos desafiados pela professora Adriane L. Halmann a produzir um programa de rádio com o tema do livro Cibercultura de Pierre Levy, Cada grupo ficou com dois capítulos e após o roteiro, produzimos nosso programa. Ouçam e se divirtam com o trabalho da minha equipe. Ficou muito engraçado! Estamos aprendendo... Tenham paciência!
Clique aqui e ouça

Livro Cibercultura



No livro Cibercultura, Pierre Levy procura abordar as questões colocadas pelas novas tecnologias de forma realista e cuidadosa. A presença da tecnologia em nossa sociedade constitui a primeira base para que haja necessidade de sua presença na escola.
A tecnologia é, como a escrita, na definição de Lévy. Uma tecnologia da inteligência, fruto do trabalho do homem em transformar o mundo, e é também ferramenta desta transformação. Apesar da produção das tecnologias estar a serviço dos interesses de lucro do sistema capitalista, a sua utilização ganha o mundo e acontece também de acordo com as necessidades, desejos e objetivos dos usuários.
No primeiro capitulo, apresenta os pressupostos que orientam o estudo e os conceitos técnicos que sustentam a Cibercultura, como é o caso da digitalização e das redes interativas. “Nem a salvação nem a perdição residem na técnica”, afirma, mostrando que as tecnologias não determinam, mas condicionam as mudanças à medida que criam as condições para que elas ocorram. Além disso, aborda o movimento social que deu origem ao ciberespaço – nascido do desejo de jovens ávidos por experimentar novas formas de comunicação e só depois resgatado pelos interesses da indústria -, e as grandes tendências de evolução técnicas no que se refere a interfaces e a tratamento, memória e transmissão das informações.
O autor também chama a atenção para um ponto muito interessante que são as comunidades virtuais. Locais em que pessoas com afinidades comuns se relacionam, independentemente das proximidades geográficas e das filiações institucionais, o que é melhor.
No tocante à inteligência coletiva é válido lembrar que está é a "junção de energias" para produzir conhecimento e solucionar problemas que surgem no ciberespaço. Lévy apresenta o seu ponto de vista, a favor do “bem público”, defendendo a promoção no ciberespaço de práticas de inteligência coletiva. Ele tem uma visão Hacker?!

Leia o livro e descubra muito mais sobre o tema.

LÉVY, Pierre. Cibercultura. Sao Paulo: Ed. 34, 1999.

sábado, 25 de setembro de 2010

A Filosofia Hacker

Compartilhar conhecimento não é crime! Crime é fazer mau uso dele! Essa é a filosofia do hacker!

Hoje na nossa aula tivemos o privilegio de participar de uma palestra, ou melhor, um bate papo com Prof Américo. Que nos mostrou o que é a Filosofia Hacker. Para os hackers compartilhar o conhecimento é seu principal principio. Qualquer um de nós, pode ser um hacker!
"Transformar a monotania da sexta-feira, em um domingo; democratizar a informação; romper com a jaula de ferro da disciplina e da burocracia; realizar a paixão, a criatividade através do computador, não se render a ganância". Esses são os valores de um hacker.
Hacker é um sujeito que em muitos casos aprende sozinho, descobre e testa vários sistemas operacionais e os conhece a fundo. Sabe as qualidades e os defeitos... Apesar de conhecer bem as coisas, não gosta de ficar com esse conhecimento para si, sente prazer em compartilhá-lo.

Na revista Época Negócio, abril 2010, há uma reportagem interessante com o americano Eric Klinker, CEO da BitTorrent, onde ele diz que “A pirataria é parte da Internet”. Leia a reportagem, vale a pena:

“A pirataria é parte da internet”

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A tecnologia numa dimensão estruturante

A utilização das tecnologias na educação não deve estar associada a um modismo ou à necessidade de se estar atualizado com as inovações tecnológicas.
Utilizar o computador em sala de aula visando somente melhorar a performance do professor, aumentar a qualidade da aula expositiva, assegurar o controle sobre os alunos , criar estímulos visuais, otimizar o gerenciamento de notas e assim garantir um aumento no aprendizado, não tem sentido, pois servirá para maquiar a utilização do potencial pedagógico do computador na educação, pois não contribuem para o desenvolvimento intelectual do aluno. Não adianta mudar o recurso, é preciso trabalhar de maneira estruturante.
Porém, não podemos negar que existem problemas no tocante a metodologia como elemento estruturante, acredito que a utilização plena deles somente acontecerá quando ocorrer uma revisão geral sobre o que é educação, ou melhor como a sociedade encara este conceito.
Precisamos responder as esses questionamentos:

- Como explorar este campo de possibilidades em salas com 40 estudantes e ainda assim garantir qualidade de trabalho?

- As equipes pedagógicas das escolas estão prontas para revisar o conteúdo programático, habilidades e competências, processo avaliativo e discutir novas propostas de produção? Visto que os espaços de encontros, os chamados ACs (Atividades Complementares) não são suficientes para que o professor realize as atividades do dia a dia, como: planejar suas aulas, passar notas para cadernetas, elaborar as atividades, etc?

- Como trabalhar a formação do educador tendo o espaço e tempo tão comprometidos?

São questionamentos que acredito serem pertinentes uma vez que propostas de interatividade, autoria,quebra de linearidade e criação de redes educacionais exigem uma nova postura dos profissionais envolvidos em educação.

O uso das tecnologias como elemento estruturante, propõe desenvolver espaços de produção, autoria e partilha de conhecimentos. Neste espaço o professor é um mediador de um processo, orientando o estudante e mostrando o campo de possibilidades de criação utilizando as novas tecnologias. Seu objetivo ao mediar a expressão do pensamento do aprendiz, favorecendo os aprendizados personalizados e o aprendizado cooperativo em rede.

“Educar para uma cidadania global é desenvolver a compreensão de que é impossível querer desacelerar o mundo e, sim, procurar adaptar a forma de educar às mudanças rápidas e aceleradas presentes em nossas vidas. É ter uma atitude interna de abertura e não de fechamento, uma atitude de questionamento crítico e, ao mesmo tempo, de aceitação daquilo que julgar relevante. Envolve a compreensão dos impactos sociais e políticos decorrentes dos fenômenos demográficos e a aquisição de valores compatíveis com a vida numa sociedade planetária, onde prevalece a tolerância, o respeito, a compaixão, a cooperação e a solidariedade. É preparar os indivíduos para vivenciarem uma nova ética entre os povos, capaz de melhorar a convivência neste mundo.” (Maria Cândida,1997)

Os textos a Prof Maria Cândida indicados abaixo, irão nos ajudar a refletir sobre essa temática. Leia-os! Vale a pena!

http://rxmartins.pro.br/teceduc/tecnologias-da-info-na-edu.pdf

http://www.edutec.net/Textos/Alia/MISC/edmcand2.htm